sexta-feira, 2 de abril de 2010

JOVENS CONTEMPORÂNEOS: ENTRE A HETEROGENEIDADE E AS DESIGUALDADES

Síntese e Tradução
Lourival Rodrigues da Silva

Este texto é uma síntese traduzida de “Jóvenes contemporáneos: entre la heterogeneidad y lãs desigualdades” Manoel Roeberto Escobar e Nydia Constanza Mendoza.. Nomadas – Bogotá – Instituto de Estúdios Sociales Contemporâneos – Universidad Central – Octubre 2005. nº 23 – CLACS0 Libros – Universidad Central

Os autores afirmam que existem distintas formas de ser hoje e que estas formas estão marcadas pelas: transformações subjetivas, o mundo globalizado, a política, a cultura, a economia e os distintos projetos de sociedade. Que assim entender a juventude no mundo contemporâneo implica em referencias das transformações socioculturais que produzem o sujeito social em sua diversidade esta plenamente visibilizada e exaltada (ESCOBAR, pág. 11. 2005).

A singularidade dos jovens se evidencia na pluralidade – e que há uma pluralidade de modelos integrador da juventude. Aponta que estas singularidades podem ser marcadas pela fragmentação, fronteiras difusas, permeadas pela subjetividade, pelas desigualdades materiais e simbólicas do processo de globalização. Diz ainda que esta perspectiva da diversidade juvenil tenha atraído os organismos e entidades estatais (ESCOBAR, pág. 11. 2005).

Estes interesses têm um discurso ilusório de inclusão, consumo e tolerância às diferenças. Há uma emergência de múltiplos cenários de visibilização e lutas de grupos subalternos – apontando uma consciência dos problemas locais e causas particulares (ESCOBAR, pág. 11. 2005).

Estas emergências contribuem para uma maior descentralização do poder simbólico de múltiplos agentes e modos de circulação. Diminuem os limites entre centro e periferia. Existe uma emergência da temática juvenil nos variados cenários públicos – meios de comunicação, instancias estatais, universidades, as instancias especificas criadas para investigar a juventude e seus múltiplos discursos (ESCOBAR, pág. 11. 2005).

Esta emergência possibilitou visualizar as práticas e o surgimento de novos sujeitos sociais. A juventude foi sendo identificada nos seguintes processos: invisibilidades, estereótipos e recentemente reconhecimento de sua singularidade e foram estes interesses que levaram a decisões e definições de políticas de juventude especificas para contribuir na superação das desigualdades que afetam as condições vitais dos jovens latinos (ESCOBAR, pág. 12. 2005).

Os autores defendem que existe distintos viés de construção de experiências do sentido socioculturais juvenis e que estes são marcados pela idéia da pluralidade de espaços sociais reguladores por critérios flexíveis e que estes processos estão amparados nos acelerados processos de globalização que interferem na construção da identidade, dos sentidos e das experiências juvenil (ESCOBAR, pág. 12. 2005).

Pontuam que as identidades juvenis antes locais agora são construída em processo interéticos e internacionais produzidos pelos fluxos das tecnologias, corporações multinacionais, intercambio financeiro, repertórios de imagens, informações criadas, e distribuídas em todo planeta pela indústria cultural (ESCOBAR, pág. 12. 2005).

A sociedade contemporânea gera uma dinâmica para produção de sujeito jovem dentro da ordem hegemônica globalizada (ESCOBAR, pág. 12. 2005).

Essa ordem global do mercado e da cultura exerce um biopoder que disciplina os corpos. Constroem sujeitos específicos, os nomina mediante elaboração de necessidades, modelando satisfações e representações (ESCOBAR, pág. 12. 2005).

Retoma que o capitalismo fordista teve como pilar central a acumulação e que o atual capitalismo globalizado centra no consumo. Antes a prometia progresso, bem estar e liberdade. Agora prazer e paz (ESCOBAR, pág. 13. 2005).

O consumo passa ser uma via de satisfação do sujeito. Consome se objetos, símbolos, informações, bens, serviços, estilos de vida. Pontua que essa satisfação é efêmera, mutante e necessita de realização. Tem uma lógica que vai além da compra. Não basta ter. O que se consome se torna descartável e obsoleto. Gera uma segmentação que necessita de espetáculo – “hiperexperiencia” – “hiperestimulação”. A cidadania da pessoa se reduz a consumidores (ESCOBAR, pág. 13. 2005).

Para os autores os jovens contemporâneo são os que mais forte evidenciam a complexidade, paradoxos e tensões derivadas desta ordem global e sua ideologia. Diz que a subjetividade juvenil é um marco da industria da mass mediáticas e entretenimento. Afirma ainda que é rico o capital simbólico da juventude, mas que a possibilidade de consumo esta restringida para poucos (ESCOBAR, pág. 13. 2005).

Os jovens se fazem visíveis através de várias prática formas de expressão e discursos. Essa visibilidade segundo os autores resultou da: reorganização econômica e produtiva resultante da aceleração industrial cientifica e técnico. Aspectos que levaram ao que eles chamaram de retenção da juventude por mais tempo nesta idade e sei prolongamento na escola; ampliação da oferta de consumo e consumo cultural que focalizou produtos para os jovens; um aparato de discursos político e jurídico para orientar, conter e sancionar os jovens (ESCOBAR, pág. 14. 2005).

Pergunta quem ganha com essa exaltação a juventude? Quem ganha com essas subjetividades reconhecidas em uma ordem social complexa? Essa visibilização tem possibilitado o múltiplo surgimento de modos de pensar e saberes sobre os jovens (ESCOBAR, pág. 14. 2005).

Culturas outrora consideradas rebeldes e opositoras tem espaços legitimados nas tensões e reivindicações de demandas a partir de múltiplos discursos de participação juvenil . multiplicou-se as variações de organizações juvenis, participação... (ESCOBAR, pág. 14. 2005).

A diversidade juvenil ganhou capital simbólico que lhe deu reconhecimento de ordem estética, étnica (ESCOBAR, pág. 15. 2005). Exacerbação da singularidade x ilusão de inclusão.

Alguns jovens frente a essas fragmentações tentam recompor os fragmentos para pensar outras maneiras a parti da potencialidade reflexiva que permite desnaturalizar as profundas desigualdades sociais por eles/as vividos. Isso requer escolhas e olhares diferenciados: mulheres, indígenas, subalternos do sistema, e também a distancia que toma as organizações populares e os movimentos sociais da política vigente, criando uma cultura conflitiva que na disputa de sentido para a vida (ESCOBAR, pág. 17. 2005).

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